terça-feira, 26 de abril de 2011

Quantos copos você ainda aguentaria beber desta bebida amarga?
Quantas noites você ainda suportaria passar em claro?
Quantos pesadelos você ainda enfrentaria antes de conseguir enfim sonhar?
Quantas vezes você ainda diria meu nome no silêncio da noite antes de cansar?
Quantos pássaros você ainda ouviria cantar antes de o amanhecer?
Quantas facadas você ainda levaria antes de se render a dor?
Quanto você ainda daria por um amor sincero?
Quanta saudade você ainda teria antes que seu peito explodisse?

Porque eu beberia quantas vezes fosse preciso por você
Não dormiria nunca mais para ver-te sorrir
Aceitaria não mais sonhar em troca de um último abraço
Porque ainda digo seu nome a noite, em meio ao meu sono conturbado
Confesso que não ouço mais os pássaros do meu jardim
Meu peito sangra a cada faca que nele entra quando penso em ti
Porque um amor como esse é feliz apenas por existir

E quanto à saudade,
Descobri que mesmo quando o peito já está pequeno
E você pensa que não aguenta mais
Sempre cabe mais um pouco

terça-feira, 12 de abril de 2011

Para não morrer em meu coração

Quero que você morra
E que morra com você tudo o que cultivou em meu jardim
Que leve contigo todos os nossos momentos
Bons, ou ruins
Quero que finja que nunca existimos

Quero enterrar contigo todo esse amor que tenho
Toda essa angústia e medo que guardo
Que leve contigo todo o nosso prazer...
Nosso segredo guardado pela noite
Quero que enterre contigo toda a saudade que nunca pensei existir

Quero nunca mais ouvir falarem seu nome
Para não sentir um aperto no peito só de imaginar
Que leve contigo toda a minha dor
Deixando-me enfim vazia
Quero que enterre contigo todo o nosso passado para que eu possa enfim viver

Quero viver a vida, mas que vida?
Quero morrer, mas que morte?
Pra quê viver sem ter você?
Para quê morrer sem um ultimo sorriso?
Viver, morrer, desejar...
Já não me basta querer

Antes você do que eu
Antes morrer a ficar sem te ter
Porque a vida já não é mais vida,
Minha alma já não é mais minha
Porque pertenço inteiramente a ti
e assim morrerei.