quinta-feira, 17 de março de 2011

Come What May

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Never knew I could feel like this
Like I have never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings?
telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time
 
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you, I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

sábado, 5 de março de 2011

Não sentia dor enquanto a faca passava de leve por seu pulso quase sem cor. Apertou com mais força, sentiu uma pontada aguda e viu o sangue começar a escorrer por seu braço, ficou paralisada, apenas vendo-o formar uma gota e cair, manchando o piso branco. Pegou uma toalha branca e passou sobre o ferimento, colocou-a depois sobre a escrivaninha. A faca agora ao lado da toalha refletia a fraca luz que era proveniente de um abajur ao lado da cama. Sentia a adrenalina passar por cada músculo do seu corpo, o desejo de sangue e a calma que aquele momento a proporcionavam impediam-na de parar. Pegou novamente a faca e limpou-a no lençol branco, para logo depois passá-la sobre o pulso já pálido. Outro corte havia sido feito, outra gota manchara o chão, a toalha, a faca, os lençóis. Não tinha espírito autodestrutivo, não pretendia se matar, não queria sentir dor, pelo contrário, aquilo lhe causava prazer. Um espasmo tomou conta de seu corpo e ela se lembrou da ultima vez que estivera com ele: lágrimas caíram no chão, na toalha, nos lençóis, em seu peito cheio de amor.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sempre?

Quando você disse para sempre
Eu tive certeza
A certeza de que você era apenas mais um
E agora vejo com clareza que eu estava certa
Porque mesmo sabendo de tudo, eu estava cega


Estava cega de amor por ti
E não havia nada que pudessem fazer para me curar
Eu estava doente
Simplesmente viciada no teu sabor
Até o modo como você me tratava

Eu andava sempre em frente
Em frente, porém contra todos
De olhos vendados andando contra a multidão
De olhos vendados e voltando ao passado



Quando eu disse para sempre
Eu sabia que era mentira
Mas queria que fosse a mais pura verdade
E eu estava mais uma vez certa
O meu para sempre ainda vive, sempre

Ainda ouço a sua voz distante
Ela me chama
Diz que me ama
Engraçado como o tempo muda para nós

Um segundo para quem espera por uma resposta
Eternidade
Uma hora ao lado de quem se ama
O tempo voa
Mas para sempre é nunca acabar

E o “nunca acabar” sempre acaba
E o “para sempre” vira nunca
E o nunca não vale a pena
E para não valer a pena é melhor nem começar

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Pecado
O pecado me atrai, o que é proibido me fascina!"

Clarice Lispector.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quando tudo o que conhecemos desaparece.

É complicado falar sobre algo que nem nós mesmos entendemos direito. Você não sabe por onde começar e quando começa se vê perdido no meio de tudo sem saber qual será o próximo passo, sem conseguir parar. E quando finalmente pensa que terminou, você está redondamente enganado, é apenas o começo de tudo.
            Todo dia me parece igual agora, abro os olhos e vejo de leve o sol, já alto, entrando pela janela. Meu quarto ainda gélido guarda as lágrimas que a ele foram confiadas durante a noite, soluços em meio a escuridão. Segredos tão bem guardados... As paredes transbordando gotas de saudade, levemente iluminadas pelo sol, não são as mesmas paredes brancas de ontem.
            Minha cama, já não é mais minha cama sem teu corpo para aquecer o meu. Meus olhos, já não são mais meus olhos sem poder ver os teus. Minha boca, já não é mais minha boca; ainda guarda de bom grado o gosto da tua. Meus lábios aguardam os teus, que parecem nunca chegar.
            Como de costume a noite chega, mais uma vez e me afundo em meus travesseiros, não é a mesma coisa. Eles não possuem nem de perto o perfume que eu tanto gosto. Começo a falar, sozinha, não obtenho resposta. Você não está lá, o ciclo recomeça. As paredes escurecem, vejo o meu reflexo no espelho, ele chora. Meus olhos já secos se fecham sob um rosto cansado de esperar que voltes, eles sabem que não adianta, no dia seguinte estará tudo igual, o sol, as paredes, o frio, o vazio, nada vai mudar...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011




Sou escritor inconstante.
E preciso ser inconstante para escrever.
E escrevo por ser inconstante.


Parece que foi ontem que tudo começou
Parece que já se passaram meses desde que tive que partir.
Seus gestos, seus sorrisos, cada palavra dita, eu levarei comigo.
Afinal, eu mal cheguei e já sonho com o dia em que acordarei ao seu lado novamente.